Os médiuns falantes na maioria das vezes, nada ouvem.
Neles, o Espírito atua sobre os órgãos
da palavra, como atua sobre a mão dos médiuns escreventes.
Querendo comunicar-se, o Espírito se serve do órgão que
se lhe depara mais flexível no médium. A um, toma da mão;
a outro, da palavra; a um terceiro, do ouvido. O médium falante geralmente
se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas
completamente estranhas às suas idéias habituais, aos seus conhecimentos
e, até, fora do alcance de sua inteligência. Embora se ache perfeitamente
acordado e em estado normal, raramente guarda lembrança do que diz.
Em suma, nele, a palavra é um instrumento de que se serve o Espírito,
com o qual uma terceira pessoa pode comunicar-se, como pode com o auxilio
de um médium audiente.
Nem sempre, porém, é tão completa a passividade do médium
falante. Alguns há que têm a intuição do que dizem,
no momento mesmo em que pronunciam as palavras. (Livro dos
Médiuns, Cap.: XIV)
Médiuns Falantes