O passista
O passista é aquele que ministra o
passe. Ser um passista espírita é uma tarefa de grande responsabilidade,
pois trata-se de ajudar e abençoar as pessoas em nome de Deus. Pessoas
carentes e sedentas de melhoria, procuram no centro espírita o recurso
do passe como forma de alívio das pressões psicológicas
e sustentação para suas forças morais e físicas.
O passista não precisa ser um santo, mas necessita esforçar-se
na melhoria íntima e no aprendizado intelectual. Armado do desejo sincero
de servir, quase todos os iniciantes podem trabalhar neste sagrado ministério.
O passista deve procurar viver uma vida sadia, tanto física quanto
moralmente. Aos poucos, os vícios terrenos têm que ceder lugar
às virtudes. O uso do cigarro e da bebida devem ser evitados. Como
o passista doa de si uma parte dos fluidos que vão fortalecer o lado
material e espiritual do necessitado, esses fluidos precisam estar limpos
de vibrações deletérias oriundas de vícios.
No aspecto mental, o passista deve cultivar bons pensamentos no seu dia-a-dia.
O orgulho, o egoísmo, a maledicência, a sensualidade exagerada
e a violência nas atitudes devem ser combatidos constantemente. A Espiritualidade
superior associa equipes de Benfeitores aos trabalhadores que se esforçam,
multiplicando-lhes a capacidade de serviço.
A fé racional e a certeza no amparo dos bons Espíritos são
sentimentos que devem estar presentes no coração de todos os
passistas. É fundamental no trabalho de passe, doar-se com sinceridade
à tarefa sob sua responsabilidade, vendo em todo sofredor uma alma
carente de amparo e orientação.
O passista não deve ter preferência por quem quer que seja. Seu
auxílio deve ser igualmente distribuído a todas as criaturas.
As elevadas condições morais do passista são fundamentais
para que ele consiga obter um resultado satisfatório no serviço
do passe.
Portanto, todos podemos ministrar passes, porém é necessário
um mínimo preparo moral a fim de que a ajuda seja o mais eficaz possível.
Como todas as tarefas realizadas dentro do centro espírita, esta também
carece de cuidados e atenção por parte de quem se propõe
a executá-la.
"Como a todos é dado apelar aos bons Espíritos, orar e querer o bem, muitas vezes basta impor as mãos sobre a dor para a acalmar; é o que pode fazer qualquer um, se trouxer a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus" - (Allan Kardec - Revista Espírita, Setembro, 1865).
Extraído do site "Nova Voz" (http://www.novavoz.org.br)